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Começando o ano trocando ideias com o João

  • Foto do escritor: Isabela Salgado
    Isabela Salgado
  • 8 de jan.
  • 3 min de leitura

Hoje eu acordei muito cedo. Acordei muito cedo e com muita dor nas costas. O que eu mais gosto de fazer na vida é dançar. Não consegui descobrir o que era essa dor nas costas. Aí fiquei lembrando o que eu tinha feito nos últimos dias. Lembrei que fiquei dançando na cozinha e daí veio a minha dor nas costas. Sou uma dançarina desde criança. Apesar de não ter feito dança, dancei a vida inteira. Mas agora não tenho mais costas para isso. Tenho que me matricular urgente numa academia para fazer musculação. Que dureza. Eu detesto academia.

Acordei animada para retomar os meus projetos de memória. Desde que me formei na PUC de São Paulo, em 1993, eu trabalho com organização de arquivos históricos e memória. Muita memória. Atualmente também estou organizando o acervo de fotografias e documentos da minha família. São inúmeros documentos e fotos que registram toda a trajetória dos familiares e do meu pai. Também tenho pastas que registram a trajetória do meu avô português, João Ribeiro Salgado. Ele é meu avô paterno. Do lado materno não tenho muitos registros. Teria que visitar a cidade de Araras, no interior de São Paulo, seus arquivos e bibliotecas, para me aprofundar mais. Isso é engraçado. Meu pai era um cara super fechado mas eu consegui acessar a história da família dele com muito mais facilidade. Os arquivos portugueses são muito organizados. Já do lado materno a coisa é bem mais complicada, difícil mesmo.

Através do arquivo pessoal da minha família e das experiências que eu já tive organizando arquivos de empresas, principalmente na cidade de São Paulo, eu acredito que a organização de acervos, além de técnicas específicas, precisa de muita conversa com as pessoas envolvidas. Cada arquivo merece uma atenção, pois cada um conta uma história diferenciada. Essa história, a forma como o arquivo está organizado e disposto, preservado, contribui para o seu arranjo.

Quando localizamos um arquivo é preciso fazer algumas perguntas. Por que essa documentação está disposta dessa forma? A quem pertencem esses papéis (orgão produtor)? Com qual objetivo esses documentos foram reunidos? Os documentos são originais ou cópias? Os mesmos documentos foram depositados em outros acervos? Quais acervos? Essas são algumas das perguntas que devemos fazer quando nos deparamos com uma documentação acumulada.

Tive a ideia de falar sobre isso após conversar com o João Kolokathis. João é filho do meu amigo Antoine. Já fizemos alguns trabalhos em conjunto. Ambos somos muito preocupados com a memória da cidade de Campinas e também ficamos indignados com a falta de projetos nessa área e de política pública. O jovem João encontrou documentos no Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura da PUC Campinas. Muito interessante que tenha despertado nele o interesse em compreender essa documentação. No que eu puder ajudar estarei à disposição.

Costumo dizer João, que os documentos conversam com a gente, se a gente fizer perguntas para eles, claro. Para compreender essa massa documental, como eu disse para você, é preciso descobrir, investigar a princípio, porque está depositada nesse local. Pensar porque foi deixado aí e por quem. Fazer um cruzamento mesmo dessas informações. Descobrir o sentido desse acúmulo é tão importante quanto organizar a documentação em pastas, independente da técnica que você escolha, por tipo documental, por assunto por data. Já vou te dizer que é uma aventura muito gostosa.

Por essa e outras razões, sempre digo que o arquivo é vivo, e não morto. Cada pesquisa, cada olhar revela novas informações a respeito de assuntos já conhecidos.

Inventariar, dar nome aos documentos, é um grande barato, é técnica, estudo e criação. No arquivo do Estado de São Paulo, que você pode acessar na internet, as apostilas do projeto "Como Fazer", dão inúmeras dicas técnicas para o seu trabalho. Acesse as apostilas e depois vamos conversar mais. Vai ser um prazer te ajudar. Sinceramente, é o que eu mais gosto de fazer. Um abraço da Isabela.


 
 
 

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